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terça-feira, 4 de março de 2014
O barco tá furado.
Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também. Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.Remar.Re-amar.Amar.
sábado, 11 de agosto de 2012
Existe sempre alguma coisa ausente...
Existe sempre alguma coisa ausente. Acho que a gente tem que vencer. Ou lutar.
E ficar bem. Feliz. Criar. Fazer. Se mexer.
Vontade que você estivesse aqui e eu pudesse te mostrar muitas coisas,
grandes, pequenas, e sem nenhuma importância,
algumas.
Eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você
ou apenas aquilo que eu queria ver em você.
Um café e um amor. Quentes, por favor. Coragem, às vezes, é desapego.
É parar de se esticar, em vão, para trazer a linha de volta.
É aceitar doer inteiro até florir de novo.
Não era possível evitar por mais tempo uma onda que crescia,
barrando todos os outros gestos e todos os outros pensamentos.
A verdade é que ainda hesito em dar um nome àquilo que ficou, depois de tudo.
Porque alguma coisa ficou. Então, que seja doce.
Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol.
Sinto uma falta absurda de você. Ficou um vazio que ninguém preenche.
E penso e repenso e trepenso em você aí.
Tá tudo bem assim.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
sábado, 26 de maio de 2012
quarta-feira, 16 de maio de 2012
domingo, 18 de março de 2012
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
As queixas...
Já não tenho aquelas queixas infantis, na base do "tudo dá errado pra mim",
ou autopunições como "eu sou uma besta, faço tudo errado".
Nada é errado, quando o erro faz parte de uma procura ou de um processo de conhecimento.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Teu lugar!
"Na minha memória — tão congestionada — e no meu coração — tão cheio de marcas e poços — você ocupa um dos lugares mais bonitos".
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Livrai-me de todo o mal!
"Se algumas pessoas se afastarem de você, não fique triste, isso é resposta da oração: ‘livrai-me de todo mal, amém’."
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Good times...
"Enfim, tenho agradecido por estar vivo
e ter andado por onde andei
e ter vivido tudo o que vivi
e ser exatamente como sou."
sábado, 12 de novembro de 2011
Em mim, a semente de uma história complicada...
Atravessaria o dia meio cega para descobrir vagamente que, além de mentiras, terias deixado em mim a semente de uma história complicada (...) até enfim te concluir primário, tosco, terês, nunca capaz de compreender que além desta nítida dor cravada que por muitas vezes beirou a morte, porque te queria como se quer, vadia, humanamente, deixavas também um encontro que não aconteceu, que talvez nada esclareça, porque tudo é de vidro, porque brotou da confusão apaixonada que despertasse em mim, que te julguei esclarecendo a vida, peça final de um quebra-cabeça, peça inicial de outro, de um excesso de líquidos e desejos para sempre incompletos, mas que ficará, ainda que ninguém a entenda, esses ramos, esses castelos, como não ficaste, porque eras só mensagem de algo que ainda não sei.
Anjo...
"Agora que tudo perdeu a magia, se magia houve, e havia,
eu não consigo mais ver nenhum anjo em você."
eu não consigo mais ver nenhum anjo em você."
sábado, 5 de novembro de 2011
Dois corpos em um, pode ser?
Apague minhas interrogações. Por que estamos tão perto e tão longe? Quero acabar com as leis da física, dois corpos ocuparem o mesmo lugar.
Vazio.
E esse vazio que ninguém dá jeito? Você guarda no bolso, olha o céu, suspira, vai a um cinema, essas coisas. E tudo, e tudo, e tudo." |
terça-feira, 1 de novembro de 2011
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
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