sábado, 8 de março de 2014

Não te negues, minha sede é clara.

Eu tenho sentimentos, não gosto de joguinhos.
Não gosto de mentiras, de ficar nessa angústia.
Todas as poucas vezes que amei eu respeitei, eu acho um absurdo ser egoísta com alguém quando existem sentimentos verdadeiros no meio da relação.
Não é necessário o sentimento ser recíproco, apenas respeito. Esse sim deve ser recíproco independente da relação.

Eu entendo que essa não foi a primeira nem a última vez que alguém me decepcionou, por inúmeras vezes eu hasteei a bandeira do escritório onde eu trabalhava, da empresa, do meu relacionamento, do cara que eu amava e em todas estas até com relação a alguns amigos eu me decepcionei.

Contato com estes eu mantive, eu fiz de conta que não vi a "sacanagem" que fizeram comigo, eu perdoei, e confesso que quanto ao caras eu mantenho poucos, não existem muitas razões pra ter conversas com ex namorados, com ex ficantes sim, eles foram sinceros, nunca te prometem o mundo ou fidelidade, na verdade eles nunca falam nada e acabam sendo mais justos do que aqueles que prometem e não cumprem, amigas eu tenho poucas, conhecidas muitas, mas sabe do ano passado pra cá eu me fechei tanto, fosse pra reclamar, chorar, pensar, eu conversava com duas ou três amigas no máximo.

Eu ouvia tudo o que elas falavam, mas eu pensava por mim, eu relevava tudo e concluía sozinha.

Eu ouvi que era o cara certo, que não era, que é mimado, que é lindo, que é gay... rs

Eu ouvi que eu não devia ter saído do trabalho, eu vi neguinho não me pagar nada dos meus direitos, eu vi toda a dedicação e cuidado ir por água abaixo.

Eu tô aqui faz dias reclamando, mas só eu sei o quanto ta sendo absurdamente foda tudo isso, passar o dia no hospital com a minha mãe, ficar sem grana, não ter base, me sentir um nada.

Eu nunca fiquei tão sem pilar assim, eu sempre tive um namorado ao lado, ou um emprego pra suprir o término de qualquer relacionamento, sempre tive no que me agarrar.

Mas hoje em dia até a faculdade está me parecendo um saco, não sei bem porque estou lá, não sei se é aquilo que eu quero, é tanta coisa, tantos problemas, eu quero algo bom sabe.

Um papo com o sobrado me faz bem, ouvir uns pagodinhos, mas de coração não é, ele me faz feliz, é sincero e eu confio nele, mas eu queria um amor, um alguém pra cuidar e que cuidasse de mim. Ou sei lá, eu queria todo aquele amor e foco que eu tinha antes do Léo aparecer, por que cargas d'água meu Deus ele me apareceu?? É, por quê?? Deus o que ele me ensinou, a me estabacar pela milésima vez em um intervalo recorde de tempo?? Me ensinou a ter paciência pra ter como recompensa uma dose cavalar de egoísmo?

Aaah eu te amo, e por isso agora que você tá precisando de mim eu vou cuidar dos meus amigos e de mim!
Agora que você se apegou a minha família, descobriu que pode ter a melhor sogra do mundo eu vou pular fora ta bom, porque eu não sei se é isso que eu quero (e com a mesma cara de pau de todos os canalhas anteriores diz "Não fui bom o suficiente pra você!).

Quer saber, eu to definhando e mesmo assim eu pensei em esperar, porque eu tenho certeza que o amo, mas é melhor ficar sozinha do que acompanhada amando sozinha. Me adequando e lutando sozinha enquanto a vida passa num ipad cheio de piranhas que constam na lista ocultas de amigos das redes sociais.

Acho que o que mais dói é ter acreditado, perdido tempo, amado sabe, se entregar mesmo, e saber que a culpa foram das escolhas dele, não foi dos amigos, da idade, do cansaço, da falta de paciência, e sim da irresponsabilidade, de me deixar sempre como 3ª opção, sabe quando a gente perde toda a direção e chora de soluçar, eu tô fazendo isso há dias e esse ser que diz que me ama não me ligou nenhuma vez.

Esse ser nunca mais chegou em casa na hora, nunca se importou com meu choro, pelo contrário disse que estou sempre chorando, mas nunca mudou uma vírgula pra me fazer feliz.

Eu preciso de uns tapas na cara, um porre, uma balada e uns beijos novos!

Deus por favor, em nome de Jesus cheega de canalhas na minha vida, cheega de sangue sugas!

Por favor Pai eu imploro, eu não quero mais me sentir assim nem passar por isso.



quinta-feira, 6 de março de 2014

Sandy - Morada

Como cortar pela raiz se já deu flor?
Como inventar um adeus se já é amor?
Não quero reescrever
As nossas linhas
Que se não fossem tortas
Não teriam se encontrado
Não quero redescobrir
A minha verdade
Se ela me parece tão mais minha
Quando é nossa
Não me deixe preencher com vazios
O espaço que é só teu
Não se encante em outro canto
Se aqui comigo você já fez morada

O Caminho é este...



O caminho é este...
Tem pedra, tem sol, tem bandido, mocinho
Tem você amando, tem você sozinho
Basta escolher: ou vai, ou fica...
Eu fui. 

quarta-feira, 5 de março de 2014

terça-feira, 4 de março de 2014

O barco tá furado.

Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também. Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.Remar.Re-amar.Amar.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Talvez, talvez, talvez...

Justo eu que não sei quanto tempo o tempo tem, fui destinada a esperar o tempo sem determinação, sem objetivo e sem motivo, jogada ao léu, pelo Léo.

É, o L. é o Léo, sem mais, sem mais descrições, sem definições, ele é o amor dos posts anteriores, ele é a dúvida que carrego no peito faz 3 (três) meses.

Ele me pediu um tempo, justo no carnaval, propício não? Justo quando eu preciso dele, justo quando lhe é conveniente.
E eu pensei, quando foi que ele fez algo que eu queria e ele não? Quando ele fez algo que era apenas pra me agradar e não era conveniente pra ele?
Resposta: NUNCA!!!

Eu tenho pleno conhecimento do meu ciúme, das minhas exigências, eu demorei muito pra aprender a me valorizar e chegar sozinha onde cheguei, eu tropecei em invariáveis pedras e até em alguns paralelepípedos, até reconhecer a Danielle, até me amar um pouco e ver o valor que tenho.

Essa coisa dele me tratar como opção sempre me incomodou e ele sempre negou com a maior cara de pau.
Os posts ele nunca viu, se visse iria surtar e se um dia ver, que reclame, que ligue, que me processe, no momento eu queria socá-lo.

Sabe quando você senta e sofre, e chora, e pensa em morrer de verdade porque sente uma dor absurda e sabe que não deveria?

Pois bem, estou sentindo essa agonia faz mais de uma semana, e como eu sou burra, como eu tenho fé, como eu penso nos bons momentos imaginando que ele pode repensar e sentir saudade, e é aí que eu lembro que eu já fiz isso, eu já quis amaciar essa dor e o Jan não voltou, mas diferente do Léo o Jan foi sincero sempre, ele cuidou de mim quando saiu da minha vida, ele deixou de ser namorado e permaneceu todo o tempo sendo amigo, ligava 3 vezes por dia, de madrugada cuidava de mim e rezava, chorava junto, ele explicou inúmeras vezes os motivos pelos quais estávamos chegando ao fim, e doía, mas eu entendia, e entendi. E eu até hoje não esqueço da nobreza desse gesto dele, eu nunca vi alguém fazer aquilo, foi questão de caráter, de cuidado mesmo. Foi isso que me fez permanecer admirando ele, mesmo depois de deixarmos de ser nós.

Diferente agora, muito diferente, minhas lágrimas não comovem o coração de gelo do Léo, o churrasco com os amigos ou o cinema é mais importante do que nossas noites, meus sonhos, meus medos, meu sentimento, isso me faz crer piamente que ele nunca sentiu nada por mim, que nunca me respeitou.

Eu passei esse tempo direcionada a nós, e ele a tudo e principalmente a ele, ele estava perdido quando nos conhecemos, ele permaneceu perdido quando estávamos juntos e agora ele quis um tempo porque está perdido, e nem quis saber o que isso ia me custar.

E eu não lembro de ter me apegado a alguém e a sua família, eu sequer lembro de um dia na minha vida ter gostado de gatos como gostei daquela gatinha linda. Ele foi o maior exemplo de egoísmo que já vi na vida, ele me fez amar, me estabilizar, me sentir bem e depois me arrancou tudo como se puxasse uma toalha da mesa, me fez sentir uma dor, uma decepção que eu não lembro quanto tempo faz que senti, mas faz anos, quase uma década.

Eu não sei onde ele está, ele não se importa em onde e como estou, o ciúme que senti a e o amor ele enfiou em algum lugar, pra mim isso prova que ele está nem aí, ele não se importa se vai me perder ou não. 

Talvez, daqui uns anos ele me encontre por aí e fique me enchendo por causa da minha maquiagem, sem ser nada meu, sem saber que virou passado. Talvez Deus ouça as orações que tenho feito e que com certeza a mãe dele também e eu o esqueça mais rápido do que devo. Ou ainda, quem sabe o milagre seja maior e ele acorde pra vida e pense tenho 29 anos, pais não são imortais, eu vou meter a cara e construir minha vida, vou dar uma chance pros sentimentos sinceros da Dani e dessa vez vou ser verdadeiro e me entregar.

Talvez eu não devesse ter cortado as unhas, talvez eu devesse fazer como ele e apenas me fechar à parte do mundo que gira embaixo do meu nariz, talvez eu devesse aprender a ser mais egoísta e cuidar menos das pessoas a minha volta, abandoná-las quando elas precisam por simples conveniência. Talvez eu devesse virar uma dessas gurias que fingem que amam, aí alguém iria se apaixonar de verdade por mim e me dar a atenção que preciso, ou que quero.

Hoje e nos últimos dias tudo dói, a falta de verdade, de respostas, a dúvida sobre ele ter outra pessoa, a raiva da falta de maturidade e responsabilidade dele, o ódio por ele estar me perdendo ou quem sabe a raiva de eu partir sem querer.

Aquela linha tênue que todos dizem que existe entre o amor e o ódio eu estou exatamente no meio dela. Porque a dor é tão grande, esses choros sabe que me lembram que um dia por alguns instantes tive paz nos braços dele me dão raiva por saber que a falta de sentimentos e atenção dele fazem com que esses momentos tenham sido perda de tempo.

Eu podia ter saído, conhecido outras pessoas, quiçá, alguém que fosse me amar de verdade, quiçá um outro caso desses de verdade sem compromisso. Quem sabe se eu tivesse amado menos, porque aí eu pensaria menos nele, me importaria menos com ele, com a hora que ele acorda, como ele vai voltar da faculdade, a nota que ele precisa pra prova... Quem sabe se eu tivesse desejado passar menos tempo com ele, ou se eu morasse mais perto, se eu fosse mais promíscua, se meu mundo fosse mais parecido com o dele, se eu tivesse menos problemas, talvez se eu chorasse menos, quem sabe se eu aprendesse a falar inglês e cortasse sempre as unhas, se eu escrevesse menos,  cuidasse do cabelo, como as meninas do Alphaville, se eu tivesse traído e sido fd*, quem sabe se eu tivesse sido o contrário do que fui ele me amasse, ele poderia ter me amado o suficiente pra não me deixar, pra dar valor para os momentos em que vivemos.

Dar valor pra mim, conhecer meu mundo, minha casa, minha família, ele poderia ter criado coragem de pegar dois ônibus e vir pra outro município, afinal, 40 minutos não é demais, ao menos pra mim nunca foi.

E agora eu fico, eu continuo aqui esperando essa agonia passar, minha fome aparecer, essas lágrimas cessarem, eu preciso encontrar uma motivação, talvez um abraço que me lembre que antes dele eu era algo, ou o que restou de alguém. Ele tinha tudo pra fazer o destino perfeito, apenas por medo e confusão não quis.

Essa coisa de tempo não funciona, essa coisa de tempo no carnaval e quando a pessoa que você "diz" que ama precisa de você é a maior trapaça que há no mundo.

E aah! Talvez o problema seja a falta de responsabilidade e perspicácia pra enxergar a vida com ela é, a idade como ela está, a responsabilidade que deve existir, o orientação que devemos ter, as decisões que necessitamos tomar no agora.

Talvez o tempo dele tenha sido pedido pra pessoa errada, no momento errado, e isso pode causar um tropeço na vida dele.

Amanhã é dia 03 de março de 2014, amanhã eu vou voltar a lutar, vou me levantar como em todas as outras vezes, e de noite vou chorar baixinho como nos últimos dias, um dia isso vai passar, um dia eu vou parar de me perguntar se ele me amou de verdade, se ele me traiu, se ele está com outra, se fez isso porque queria um tempo ou pra se livrar de mim...

Amanhã eu vou pegar o carro e em 20 minutos ganhar um abraço de quem se importa, tomar uma cerveja com meninos que são do meu mundo e respirar um pouco, até a ficha cair e eu voltar a definhar de saudade, de medo, de amor, de raiva, desse misto de sentimentos que estou sentindo por culpa do Léo, que estou sentindo por amar ele. amanhã irei buscar auxílio nos amigos. Os amigos são sempre presentes e sempre nos tratam com carinho, e o amor...

Bendito seja o amor!

Tipinho!

Como dizia Marisa, naquela música: 
"De dia eu faço graça, 
Pra não dar bandeira não deixo você ver.
De dia o tempo passa como brincadeira
Longe de você
Por onde você mora
Se para ou se demora
Por hora não vou ter
Coragem de dizer
Mas há de haver a hora
... Se você for embora
Agora
De noite na cama, eu fico pensando
Se você me ama e quando..."


De dia parece menos difícil, não é mais fácil, é menos difícil, saio, ligo a tv, falo com todo mundo, bebo, danço, escrevo, leio, pulo... Faço de um tudo pra tentar me distrair.

Mas de noite não consigo, a falta toma todos os cantos de todos os pensamentos, a agonia invade tudo, não tem convite que seja livre,  tudo é pensado, repensado, tudo é incomodo e causa temor, receio de errar, receio de não saber esperar e eu fujo de todos. E de noite me pergunto por quê? Por que eu fugi de todos?

Ele tem a frieza de conseguir passar o dia sem se importar, e eu me questiono sabe, por que eu choro? Por que eu sinto? Por que dói tanto em mim? Por que eu fui tão idiota?

Às vezes, o cara diz que não é bom o suficiente, saída de qualquer mestre cafajeste, e eu luto tanto pra não classificá-lo assim, só que esse tempo passando, o momento, as atitudes, as omissões me levam a crer que estou apenas adiando o que está cristalino.

E por isso eu decidi aceitar, amanhã vou lá ver o "sobrado", vou sim, vou voltar a ser aquela menina de três meses atrás, vou me achar, vou recomeçar tudo sozinha. Eu já fiz isso antes, eu já fiz isso há menos de 3 anos atrás, eu já fiz isso quando a minha maior referência partiu.

E eu aprendi que a gente deixa de falar e fica com raiva desses caras assim, esses que nos machucam, que mentem, porque eu não vejo razão alguma pra alguém que tenha caráter inventar sentimentos que não tem, mentir, iludir, zombar de um sentimento sabe, a gente se apaixona e luta diariamente pra manter o amor da melhor forma possível, atravessando todos os obstáculos do cotidiano, tendo a esperança de um futuro bom, aquela esperança de estar lutando por dois, por vidas, por tudo e de repente descobre que tava lutando sozinha, e que a outra parte não existia.

Esses tipinhos que aparecem em nossas vidas que criam mães solteira, piriguetes, desiludidas, meninas amargas, porque a gente também a prende a fingir, a usar só pro que é conveniente, e sabe dói menos quando a gente brinca com eles. 

Eu só não consigo entender o porque de não jogar limpo, eu e o sobrado sempre tivemos isso tão claro, o meu menino verde também, aí é bom porque você se limita, se monitora e tudo dura, e todo mundo fica feliz e o abraço é sincero sem medo, o olhar é de verdade e o "se cuida" é quase um eu te amo, porque é o desejo e zelo de um sentimento sincero.

É a certeza de confissões sentimentais sinceras, sexo sem compromisso, mas com prazer garantido e sem nenhuma culpa.

E por mais surpreendente que seja, hoje eu fiquei boquiaberta ao ver o sobrado querendo saber como eu estava, querendo me ver, puxando papo, eu estava com saudade de falar com ele sem culpa, sem medo.

Embora isso tenha feito eu sentir mais raiva do L., pois comprovou que ele se importa menos que qualquer um, ele é de fato um ausente que jamais comprovou suas palavras, jamais teve atitudes que demonstrassem seus sentimentos ou merecimento por tudo que fiz. 

Eu nunca fui um troféu, eu nunca fui uma boneca, eu sempre tive sentimentos e fui motivada por eles, e nesses casinhos que eu mantive por meses, quiçá, anos, eu tive como base a verdade, a sinceridade, olhavam pra mim e diziam eu não amo você, e uma vez até doeu, mas eu sorri, era melhor uma dor pequena e a verdade digna, do que a mentira que iludia e escondia qualquer plano que fosse me causar uma dor de tamanho imensurável posteriormente.

Eu amo a verdade, eu prefiro a verdade, eu vivo a verdade.

domingo, 2 de março de 2014

sábado, 1 de março de 2014

Um amor quase recíproco.

Deve ter sido a primeira vez na minha vida que as pessoas olhavam pro meu namorado e diziam esse é pra casar, nossa primeira semana foi perfeita na melhor acepção do termo.

Eu pra variar me entreguei de corpo e alma, me apaixonei, cada coisa nele era encantadora, e fora alguns defeitos ele ainda é encantador pra mim, o cabelo, o sorriso, o jeito de pegar na minha mão, até a mania de ficar estalando meus dedos.


Com o tempo percebi que eu não era a 2º nem a 1ª prioridade da vida dele, sentei, pensei e poxa, eu não poderia ser mesmo, pois tínhamos um período curto de tempo juntos então eu fiquei na minha aprendi  dar a liberdade que eu achava que ele precisava e merecia, até mesmo por considerar que nunca fui sua dona, as pessoas não são animais de estimação, e o tempo foi passando, pouquíssimas coisas mudaram, as mais relevantes permaneciam intactas e me incomodando da mesma forma.

E por essas coisinhas continuarem assim, eu pensava constantemente que ele não sabia o que queria, que ele ia brincar comigo e me magoar e como qualquer pessoa com medo eu pensava em terminar, e quando algo me deixava com medo ou ciúmes eu realmente pensava em terminar e não por não estar amando ele em tão pouco tempo, porque eu realmente já estava perdida, mas pensava em terminar porque quanto mais tempo eu passava mais eu me entregava, mais eu amava ele.

Quase 2 meses depois de nos conhecermos eu ouvi um "eu te amo", e confesso, levei na esportiva, pensei, ele me disse isso só pra me agradar. O destino fez a bondade de colocar nossas vidas mais próximas, colocou ele pra trabalhar bem pertinho, e era tão bom poder ver ele todo dia, mesmo quando a gente brigava, olhar pra ele era como uma pílula de sorriso, o coração disparava e eu pensava que tudo podia ficar bem, e eu passava por cima dos medos, do ciúme e de todas as minhas milhares de incertezas e ficava ali, porque era quando eu dormia do lado dele que eu me sentia a mulher mais feliz do mundo, era quando ele me puxava de madrugada ou quando eu acordava olhando ele do meu lado que eu tinha a fé plena de que sim, nós poderíamos dar certo, e ele poderia ser o cara que dizem que ia casar comigo.

Claro que casar exige mais, mas era nas manhãs em que ele estava ao meu lado que eu podia acreditar nessas histórias bonitas que toda menina/mulher acredita.

Claro que eu tenho um passado e ele também, claro que por ele afastei todos os meus "pegas" de forma certa ou não e ele manteve a "amiga" (vaca) dele no facebook, mas tudo bem, quem dormia com ele era eu, mas ela não sabia, porque mudar o status do relacionamento era impossível. Mas poxa, se namora comigo, me ama, e tudo o mais, por que diabos não me assume ali, e ele dizia "o facebook não tem importância!", ora minha gente o facebook é a rede social mais acessada do mundo, ele passa horas naquela porcaria, ele tem mais amigos do que os vereadores das cidades pequenas, não conheci nenhum terço desses seres, e decorar o nome de todos era impossível, saber dos mais chegados e curtir o melhor amigo dele já me bastava. Porque sabe o melhor amigo dele é legal, eles curtem coisas que eu não gosto, mas a gente bebe cerveja e café igual, e todo mundo gosta de chocolate e pra fechar bonito o melhor amigo dele gosta dele e eu o amo, então fechou!!

Dia 21, bem datado ele repetiu que me amava, e desse vez eu acreditei, eu levei a sério e pensei meu Deus, enfim eu consegui apesar de tudo "ter" o amor dele, mas parece que não.

Parece que amar ele, me dar bem com os amigos, adorar a mãe dele (foi a melhor sogra que já tive na vida), gostar das irmãs dele e me dar bem com todos não bastava, eu tinha que sorrir pra ex ficante, amar as amigas dele, deixar ele sair como se estivesse solteiro e a gota d'água, aturar o egoísmo absurdo dele, não deu, eu me demiti e aproveitando meu precipício existencial meti o pé, chutei o balde, pisei na merda e abri os dedos, entendam como quiserem, eu cansei de tudo, eu estava exausta de dar sem receber, de fazer tanta coisa por tanta gente e todo mundo me deixar na mão, ninguém reconhecer ou agradecer, ninguém dar a mínima pro que eu sentia e não esboçar sequer um agradecimento era como se fosse a minha obrigação agradar a todos e me virar sozinha. 

Fui lá louca, e furiosa e terminei, falei o que queria da forma que não devia, sentei num bar e como todo maluco bebi e chorei, pensando no quanto eu o amo e em tudo que eu queria pra nós.

Esperei que ele reconhecesse os erros e tomasse alguma atitude pra ajeitar as coisas, considerando que nessa altura do campeonato ele já tinha certeza que eu o amava e ele disse que me amava, doce ilusão, que hoje é amarga.

Eu sempre cuidei dos outros antes de cuidar de mim, ele por ter como um dos defeitos o egoísmo continuou cuidando e pensando nele e na vida dele, pensando em "se encontrar", e eu sozinha, desempregada e sem ele fiquei aqui surtando, sofrendo, chorando e mal conseguindo colocar a cabeça no lugar.

Ele sumiu, eu senti e sinto uma dor que há anos eu não sentia, a dor de amar demais alguém e perdê-lo, e pior, perdê-lo por erros dele. Eu sei que tenho meus defeitos, mas eu nunca agi pra magoá-lo, eu nunca trai ele, nunca menti ou omiti algo. Eu não merecia ser deixada assim sozinha no momento em que preciso dele, eu não merecia um "eu te amo" falso.

Porque se fosse amor de verdade ele não teria partido.

Hoje ele me disse que precisa de um tempo, eu pelo pouco ou talvez, pelo muito que conheço do amor, sei que no amor não há espaço pra dúvidas, é o vamos? VAMOS!!

Hoje eu tive os meus medos concretizados, é carnaval, estou solteira, sozinha, desempregada, e ele por aí com a segunda prioridade da vida dele, os amigos. Não que os amigos estejam sozinhos ou precisando, creio que seja apenas a companhia, pois afinal de contas, é carnaval.

E eu sei que essa dor não vai passar agora, eu tenho 80% de certeza de que ele não vai voltar e 99,9% de certeza absoluta de que ele não me ama, porque se me amasse não teria me deixado agora, não teria dúvidas no feriadão de carnaval, não faria as coisas sem me contar ou consultar. Porque até onde sei e aprendi, casal pode não andar sempre junto, afinal não somos siamenses, mas deveríamos olhar na mesma direção e antes de namorados sejamos melhores amigos, me ature e eu te aturo, defeitos temos, qualidades também, se afinal, existia amor, por que me deixou?

Concretizei no meio de tudo a certeza de amar muito ele com todos os defeitos e qualidades, até com as reclamações e chatice, sinto saudade de nós, do cheiro, da voz, do sorriso, olho nossas fotos, lembro de nós.

Fico aqui esperando Chronus agir, destilando dor em álcool, ouvindo o Jonathan Correa com seu timbre angelical gritando em minha cabeça, lágrimas que não cessam mesmo depois de uma semana, e que desde ontem parecem que vão me matar, pensando que perdi um QUASE AMOR, mas com a certeza de que o amo e fui verdadeira, pra mim basta, fui sincera.

Aah eu choro demais, talvez eu precise de alguém que me faça feliz, consertar erros e me amar de verdade talvez me fizesse sorrir.